
Há palavras que, de tanto circularem, começam a perder peso. Sustentabilidade é uma delas. Repetida como promessa, meta ou selo, muitas vezes parece nomear consensos — quando talvez devesse reacender perguntas. O que, afinal, estamos sustentando? O que já não se sustenta? E o que segue de pé apenas porque alguém paga o preço?
Convidamos o público a olhar para essas fissuras não para abandonar essa ideia, mas para devolvê-la à sua urgência. Porque há futuros que se anunciam como solução enquanto aprofundam desigualdades. Há escolhas eficientes que cobram custos invisíveis. Há discursos responsáveis que mal escondem velhos modos de exploração. E há, também, modos mais inteligentes, sensíveis e corajosos de reinventar a vida em comum.
Esta é uma edição sobre aquilo que persiste, aquilo que colapsa e aquilo que precisa mudar de nome, de lógica ou de escala para continuar existindo. Sobre ambientes, cidades, corpos, tecnologias, economias, vínculos e imaginários. Sobre o que já se tornou insustentável — e sobre o que ainda pode ser sustentado, se tivermos coragem de rever suas bases.
28 de novembro
Sala Glória Rocha — Centro das Artes
Em breve, mais informações.